Perdido no abismo da solidão, minhas cicatrizes casam com meus olhos trincados.Estou só! Confuso, como sempre. Estou só. No bar, perdido à porta, sinto minhas ideias desconexas e não odeio mais o tilintar dos copos carregados por corpos sem vida.
A morbidez do ambiente acresce aos meus delírios que, por ora, me fazem contente. Posso me forçar ao deleite de aprenderciar a natureza que me cerca, mas de tão embriagado, empalideço minh'alma. Estou só. Ando a esmo mas não me desligo desse concreto que parece me prender. Retorço meus órgãos, dói a solidão. A minha volta, meus amigos tentam construir um novo eu. Meus olhos ficam marejados, a realidade me cai como uma bigorna, tudo gira.
Estou só!
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